Olá a todas e a todos,
Sejam bem vindos!!!
Nesta postagem compartilho com vocês uma experiência para transformação da sala de arte. O objetivo da nossa unidade escolar é criar salas ambientes, um conceito do uso do espaço escolar como ferramenta para os processos de ensino e aprendizagem.
Nosso trabalho começou em fevereiro de 2020. As diretrizes foram elaboradas em conjunto com todo o corpo docente e articuladas pela coordenação pedagógica. Embora tenhamos paralisado nossas atividades presenciais, até o dia 13 de março de 2020 nós conseguimos, professor e alunos dos 5°, 6° e 7° anos, transformar visualmente nossa sala de arte.
Com a proposta de fazer intervenções visuais nas paredes da escola, propus aos alunos escrever a palavra artes para caracterizar a sala, além das quatro principais linguagens artísticas que estudamos no nosso currículo. Escolhemos a parede do fundo pois é a mais visível quando se entra na sala. As intervenções foram feitas a muitas mãos, utilizando projetor, pincéis e tinta guache.
Na parede lateral, minha proposta foi desenhar cenas do cotidiano dos alunos, usando como referência a estética das pinturas rupestres, conteúdo do currículo da cidade de São Paulo. Primeiro os alunos desenharam cenas significativas do seu dia a dia no caderno e depois, passaram o desenho para a parede.
Para o teto, a proposta foi o origami, especialmente o tsuru, por simbolizar saúde, sorte, felicidade entre outras qualidades que favorecem o ambiente da sala de aula. Com os tsurus foram feitos móbiles pendurados no teto da sala, dando movimento ao espaço.
Por ora (novembro 2020), nossos trabalhos presenciais estão interrompidos. Estamos repensando os espaços escolares para o retorno as aulas. Certamente será um desafio reinventar a sala de aula e torná-la significativa, funcional e sobre tudo, um ambiente educador.






